Desde criancinhas somos MUITO mal acostumados aos vícios, dentre eles a preguiça é o que nos inclinamos mais cedo. Normalmente por falha dos responsáveis, quando em querer poupar suas crias das suas aventuras infantis, acabam prejudicando. Sem a luta para a descoberta a criança se aprisiona e se satisfaz com o que lhe aparece sem esforço.
Reparem, onde existe virtude, não existe vício e vice-versa. São opostos, e nesse caso não se atraem. Um outro ponto é que não temos virtudes, praticamos elas, ou ao menos tentamos por alguns momentos ao longo de nossa vida. Então quando você escutar alguém dizendo que têm paciência espere até ela dizer que não aguenta mais, e ai você perceberá que quem tem alguma virtude não perde NUNCA. Não se pode perder o que se ganha em nível de evolução moral. Se você perdesse onde estaria o mérito, ou melhor, o sentido? E onde estaria o demérito por praticar somente os vícios?
Imaginem a virtude como estado latente em nossas consciências, como sendo uma barrinha de progresso, a medida que você pratica, você avança seu progresso e preenche essa barrinha. Quando se chega ao máximo dessa barrinha, a virtude se máxima em seu potencial prático, você não tem como nem pode deixar de praticá-la, é impossível e no caso improvável (qual sentido teria em tanto esforço para tornar uma virtude ativa se não se pode gozar dela?).
Decida bem suas vontades e encontrará um caminho equilibrado entre seus vícios e a pratica das virtudes. Mas isso se você realmente quiser se esforçar para tal, é claro. Não faz sentido hoje você agir em camaradagem, dizer que ama seu (sua) companheiro (a), que tens paciência no trânsito, que se preocupa com os outros, se amanhã essas vontades derem lugar a paixões físicas ou psicológicas em forma de vício imorais.
Acima de tudo, saiba bem o que desejas.
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