O que é possível entender por paixões?
Definição: Característica animal necessária para instigar faculdades emocionais e até intelectuais. Age como uma combustão inflamável.
Exemplo de modelo: fogo de palha. Sua chama é tão forte quanto à velocidade com que se consome.
Às vezes, nos deparamos com certas situações em que sentimos esta tal de paixão por alguma coisa (veja, não necessariamente alguém) de forma tal que nos envolve, instiga e impulsiona fortemente que em grande parte dos casos não conseguimos recusar. Isso é realmente paixão, e elas são várias e de várias formas. As diferenças de entendimento, características de uso e intenção por parte das pessoas que possuem estas paixões são o que as fazem serem boas ou ruins.
Lembrando que tudo que é em excesso faz mal, até água, e claro que não enxergamos as paixões como sendo uma exceção. Se soubermos usá-las com seu propósito inicial (leia-se: sempre que nos é necessário e não exceder em vontade) vamos aproveitá-las muito bem, se não soubermos utilizá-las desta maneira, com certeza como qualquer outra coisa, complicações surgirão.
Um exemplo perfeito que sempre uso para descrever Paixão é a Curiosidade. Curiosidade? Sim, paixão do conhecimento. Assim eu a descrevo, e na verdade é perfeitamente concebível, uma vez que a curiosidade age de mesma forma, instiga o usuário ao conhecer. Entretanto com o excesso, temos o desvio, desatenção e desconcentração, produzindo uma vontade de conhecer outras coisas que para nós (leia-se: meros mortais bombardeados por informações constantemente no meio dessa sociedade), chama mais atenção, é como eu “pegar para ler” um livro de matemática, outro de português e uma revista com seu assunto preferido (ou uma baita loura de biquíni na capa), adivinha qual irá chamar mais atenção.
Então lembre, se perceber-se apaixonado por algo, ou mesmo por alguém, não deixe que o excesso, o mau uso e a incompreensão te cerquem senão a chance de uma cadeia de problemas totalmente desnecessários é grande e o pior é que vão te tomar algum tempo para resolvê-los.
E cá entre nós, quem é que gosta de ver numa sensação boa, um ar de “problema”, isso é na verdade, ao contrário do que muita gente pensa, ilógico.

