domingo, 3 de julho de 2011

Paixões

O que é possível entender por paixões?

Definição: Característica animal necessária para instigar faculdades emocionais e até intelectuais. Age como uma combustão inflamável.

Exemplo de modelo: fogo de palha. Sua chama é tão forte quanto à velocidade com que se consome.

Às vezes, nos deparamos com certas situações em que sentimos esta tal de paixão por alguma coisa (veja, não necessariamente alguém) de forma tal que nos envolve, instiga e impulsiona fortemente que em grande parte dos casos não conseguimos recusar. Isso é realmente paixão, e elas são várias e de várias formas. As diferenças de entendimento, características de uso e intenção por parte das pessoas que possuem estas paixões são o que as fazem serem boas ou ruins.

Lembrando que tudo que é em excesso faz mal, até água, e claro que não enxergamos as paixões como sendo uma exceção. Se soubermos usá-las com seu propósito inicial (leia-se: sempre que nos é necessário e não exceder em vontade) vamos aproveitá-las muito bem, se não soubermos utilizá-las desta maneira, com certeza como qualquer outra coisa, complicações surgirão.

Um exemplo perfeito que sempre uso para descrever Paixão é a Curiosidade. Curiosidade? Sim, paixão do conhecimento. Assim eu a descrevo, e na verdade é perfeitamente concebível, uma vez que a curiosidade age de mesma forma, instiga o usuário ao conhecer. Entretanto com o excesso, temos o desvio, desatenção e desconcentração, produzindo uma vontade de conhecer outras coisas que para nós (leia-se: meros mortais bombardeados por informações constantemente no meio dessa sociedade), chama mais atenção, é como eu “pegar para ler” um livro de matemática, outro de português e uma revista com seu assunto preferido (ou uma baita loura de biquíni na capa), adivinha qual irá chamar mais atenção.

Então lembre, se perceber-se apaixonado por algo, ou mesmo por alguém, não deixe que o excesso, o mau uso e a incompreensão te cerquem senão a chance de uma cadeia de problemas totalmente desnecessários é grande e o pior é que vão te tomar algum tempo para resolvê-los.

E cá entre nós, quem é que gosta de ver numa sensação boa, um ar de “problema”, isso é na verdade, ao contrário do que muita gente pensa, ilógico.

sábado, 11 de junho de 2011

Generalização

Quando atribuímos a um grupo ou a um gênero uma ou mais idéias comum ou sobretudo verdadeira para a maioria, mas não para todos contidos neste grupo, estamos generalizando.

Este ato é mais comum do que se pensa, eu diria que o ser humano tem até necessidade de fazer este ato que se mistura entre exagero e pré-conceito. Senão em necessidade talvez em utilidade como, muitas das vezes, forma de desculpa para sua frustração pessoal (seja ela de qualquer natureza).

Ora é muito comum quando estamos decepcionados com alguma coisa e falamos, (para nos sentirmos melhores) em forma de desculpa, que aquilo acontece porque uma outra coisa qualquer é verdade. Sendo que parte desta afirmação na maioria das vezes é verdade sim! Entretanto não 100% e é nesta hora que nos cometemos o erro. Com isso temos 2 pontos a serem considerados.

  1. Generalizar também pode ser considerado um erro. A princípio o é, pois o pensamento deste ato além de ser inválido sempre, quero dizer, ao menos incorreto, pode agredir partes terceiras e o fazemos sem pensar mais calmamente, daí o podemos caracterizar como pré-conceito.
  2. Generalizar é também um sistema de defesa emocional, percebem? É um otimismo forçado e exagerado de nossa parte para nos fazer considerar a hipótese de um pensamento diferente sobre aquilo que nos decepcionou.

Mas também acredito que a globalização faça parte deste processo, aprendemos com a globalização em separar os assuntos a seu determinado público, por exemplo: quem não vem muito a internet, obviamente não experencia os pensamentos e características aqui apresentadas, tais como "memes" entre outras coisas que só se vem na internet. De fato sempre que isolamos um grupo, seus elementos se tornam vulneráveis a determinadas generalizações, e é importante observarmos que com o avanço das ciências tecnológicas, globalização e da intelectualidade na população através da história, esta "sequela" se faz presente em forma de um estado de retardamento intelectual inconsciente em cada um de nós, mais específicamente pessoas comuns, faixa etária dos 16~60 tendo completado o ensino fundamental ou básico.

Na verdade se observarmos mais a fundo, veremos que este "estado de retardamento intelectual inconsciente" é na verdade o avanço desenfreado a compreensão intelectual e o descarrilamento da compreensão moral. Sem entrar em tantos detalhes, podemos observar isto com o exemplo de um menino que vê uma balança, de um lado desta balança há o sua moral e do outro lado o seu intelectual, ele observa (tem a compreensão própria) do lado intelectual muito mais do que a do lado moral. É como se o outro lado da balança fosse quase invisível para ele mesmo, apesar de saber da sua existência, ele enxerga bastante turvo.

Mas uma vez retomado o estudo das nossas faculdades mentais produzindo a instiga por novos conhecimentos estamos menos sujeitos a sermos colocados nesta situação de a quase tudo generalizar, entretanto devo lembrar que não é sempre que temos esta vontade de compreender melhor as coisas.

Obviamente não faço vista grossa a estas idéias, uma vez que percebo poder errar ainda nesta linha de pensamento, entretanto estas são maneiras diferenciadas com uma dose de raciocínio que nos permite tratar este ato errado ou defensivo que nos é comum no dia-a-dia.


Generalizando e resumindo, é como diz o ditado do mané aqui da ilha: Se qués, qués. Se não qués diz.

E neste caso, Se queres compreender, busque saber. Se não o tens vontade suficiente, generalize.

terça-feira, 7 de junho de 2011

Crônica - A importância

A Importância

"Importante não é existir, é querer continuar existindo;

 Importante não é pensar, é a maneira como se pensa;

 Importante não é ter um padrão de vida bom,
 é entender que a inteligência e a moralidade devem andar de mãos dadas;

 Importante não é a vida ou a morte, são os frutos que deles se colhe;

 Importante não é amar, é descobrir que o amor é algo realmente maior
 do que já se pensou, maior do que já se sentiu e maior do que já se sonhou;

 Importante mesmo é descobrir que fora desse amor não se vive, apenas se passa o tempo."

Marcel V. Ribeiro