Pau que nasce torto não tem jeito morre torto. Será?
A consciência sobre seus sentimentos e emoções em momentos de tensão torna-se um diferencial no exercício das suas atividades pessoais e profissionais. Você tem consciência disto?
Apesar de ter sido moda no início dos anos noventa, o tema Inteligência Emocional continua mais atual do que nunca. Estamos passando por momentos nos quais as pessoas estão sofrendo, definhando, perdendo oportunidades por não entenderem o que lhes está acontecendo. Tudo muda rapidamente.
Vemos pessoas passarem por momentos de desequilíbrio emocional, tomarem atitudes impensadas, na maioria das vezes com resultados inadequados e mesmo assim não conseguem conter o ímpeto agressivo e literalmente explodem machucando-se, machucando as pessoas com as quais se relacionam e principalmente, as pessoas que amam.
Assistimos pessoas se matarem-se no trânsito, pais matando os filhos e filhos matando os pais. Enquanto nos perguntamos: O que está acontecendo?
Neste mundo globalizado, as atividades do dia-a-dia são tão intensas que não sobra tempo para olhar para nós mesmos. A ansiedade, um sentimento de proteção natural, de alerta, tornou-se um veneno emocional que tira a paz e a tranqüilidade do ser humano, contraria a própria natureza, levando-os ao desespero, à depressão e às vezes até a morte. Será este o caminho a ser seguido?
Temos medo de tudo; andar de carro, andar de ônibus, iniciar um negócio, iniciar um relacionamento, criar os filhos, sair de casa... Que mundo é este que vivemos e o que podemos fazer para mudar esta realidade?
Como evitar as tensões da vida moderna: como risco de demissão, estresse, dívidas para pagar, mercado competitivo, falta de tempo para o lazer, falta de tempo para conviver com a nossa família, pessoas que cuidamos e amamos? Estas são situações que tendem a alterar o estado emocional de muitas das pessoas, levando-as ao seu próprio limite físico e psíquico, cujo resultado é o desequilíbrio emocional que normalmente leva as relações pessoais e profissionais ao colapso.
Será que devemos sobrepor a razão à emoção ou aprender a usar as duas de forma equilibrada e inteligente? Isso mesmo. É possível aprender a usar as emoções de forma assertiva e inteligente, através do desenvolvimento e/ou aperfeiçoamento da Inteligência Emocional.
Claro que para isso é necessário buscar conhecer a pessoa mais importante que existe, ou seja, “você”. Ao mesmo tempo é preciso aprender a fazer escolhas, tarefa nem sempre muito simples, pois requer atitudes voltadas para mudanças e mudar pode se tornar uma tarefa árdua e extenuante. Afinal, estamos treinando a vida toda para sermos o que somos e de uma hora para outra vemos que os comportamentos que temos já não são adequados para a construção de uma vida melhor. Porém, para abandoná-los é necessário, na maioria das vezes, despendermos de muita energia psíquica.
Se você tem amor pela sua vida, pelos seus familiares, pelos seus amigos, pela sua empresa tome uma decisão muito racional e comece a desenvolver a sua inteligência emocional. Passe a ter entusiasmo pela vida, apaixone-se por si mesmo, desenvolva a sua autoconsciência, desenvolva sua capacidade para reconhecer o que os outros estão sentindo, relacione-se, fale, escute, sinta e planeje a sua vida de forma a torná-la cada dia mais leve, mais excitante e cheia de amor.
Um dia me fizeram uma pergunta muito simples:
- Você, como pessoa pode melhorar?
Logicamente respondi com orgulho: SIM!!
Aí, veio a pergunta que transformou a minha vida...
- Então qual é o motivo de você ainda continuar sendo quem é?
Eu decide mudar!
E você qual é a sua escolha?
Por: Antonio Marco França e Carlos Alberto Saad